
Hoje teve a estréia de Capitu, como tinha falado antes. Realmente estava muito empolgado, e vi que não era o único. Algumas pessoas que eu falei também estavam esperando pra assistir à microssérie. Mas foram poucas.
Mas antes de estrear, li uma entrevista com o diretor, Luis Fernando Carvalho, na revista Época, e ele contava como fez pra tentar atrair o público jovem. Disse que misturou rock, tentou expandir Machado de Assis e tudo mais. E ele conseguiu.
Primeiro, antes de qualquer coisa devo dizer o quão brilhantes estavam as atuações; eles souberam escolher seus atores. Vendo-os, lembrei do porquê que me interessei pela atuação [queria fazer algo assim, nesse estilo]. A fotografia linda, o cenário não poderia ter sido melhor, as roupas encantadoras, e a trilha-sonora, que mais me chamou a atenção [escutem Elephant Gun do Beirut, tema de Capitu e Bentinho], então... Se for falar de tudo demorarei horas aqui.
Uma coisa que me preocupa é a falta de interesse das pessoas. Porque, obviamente, isso não é algo que é visto na televisão brasileira. Apresenta muita cultura, o vocabulário, as vezes, é muito elitizado e, para aqueles que nunca leram o livro, pode ser de difícil compreensão. Quem não entender o que é Capitu, pode simplesmente desligar a televisão, ou mudar pro assistir a Hebe [ou sei lá o que esteja passando no horário], simplesmente não vai ter uma mobilização por parte desse público. Isso é entristecedor, pois, como disse, é uma das POUQUÍSSIMAS coisas com conteúdo cultural, com algo que preste, passando na televisão.
A microssérie pode ter a boa intenção de aproximar Machado de Assis dos jovens, mas acho que os jovens não vão ter olhos pra enxergar uma oportunidade dessas. É esperar pra ver. Ainda têm quatro outros episódios.
Não sei, também. Posso ser a parte diferente do povo. Por gostar de Capitu, uma amiga minha me disse “você gosta tanto dessas coisas estranhas. Você é o alternativo”. Pode ser que sim, pode ser que não.
Mas antes de estrear, li uma entrevista com o diretor, Luis Fernando Carvalho, na revista Época, e ele contava como fez pra tentar atrair o público jovem. Disse que misturou rock, tentou expandir Machado de Assis e tudo mais. E ele conseguiu.
Primeiro, antes de qualquer coisa devo dizer o quão brilhantes estavam as atuações; eles souberam escolher seus atores. Vendo-os, lembrei do porquê que me interessei pela atuação [queria fazer algo assim, nesse estilo]. A fotografia linda, o cenário não poderia ter sido melhor, as roupas encantadoras, e a trilha-sonora, que mais me chamou a atenção [escutem Elephant Gun do Beirut, tema de Capitu e Bentinho], então... Se for falar de tudo demorarei horas aqui.
Uma coisa que me preocupa é a falta de interesse das pessoas. Porque, obviamente, isso não é algo que é visto na televisão brasileira. Apresenta muita cultura, o vocabulário, as vezes, é muito elitizado e, para aqueles que nunca leram o livro, pode ser de difícil compreensão. Quem não entender o que é Capitu, pode simplesmente desligar a televisão, ou mudar pro assistir a Hebe [ou sei lá o que esteja passando no horário], simplesmente não vai ter uma mobilização por parte desse público. Isso é entristecedor, pois, como disse, é uma das POUQUÍSSIMAS coisas com conteúdo cultural, com algo que preste, passando na televisão.
A microssérie pode ter a boa intenção de aproximar Machado de Assis dos jovens, mas acho que os jovens não vão ter olhos pra enxergar uma oportunidade dessas. É esperar pra ver. Ainda têm quatro outros episódios.
Não sei, também. Posso ser a parte diferente do povo. Por gostar de Capitu, uma amiga minha me disse “você gosta tanto dessas coisas estranhas. Você é o alternativo”. Pode ser que sim, pode ser que não.
