sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Clockwork Orange


Hoje foi diazinho de filme pós-prova. Cheguei em casa e, confesso, estava com uma preguiça de assistir a Laranja Mecânica mas como era emprestado, tinha que entregar hoje. Me animei, deitei no sofá da sala com um super edredom em cima de mim, o controle nas mãos e mandei brasa.
No começo, confesso que fiquei um pouco animadinho com o filme. Me pareceu muito com o estilo psicodélico, trash-coloridinho ligueofodaseesejafeliz de Party Monster, que eu realmente gostei e recomendo muito. As músicas orquestradas [Beethoven, oi] unidas com as cenas ultraviolentas, como no filme mesmo diz, prenderam minha atenção por um tempo. Só por um tempo.
Até a parte que ele tá na "reabilitação", aprendendo com os erros e tudo mais, eu pude aguentar. Depois disso, quando ele é solto no mundo, eu não conseguia olhar pra tela por dois minutos sem achar um saco e procurar as horas no relógio.
E que final foi aquele? Me digam? Que mensagem o Stanley Kubrick quer passar porque eu realmente não entendi. É pra falar da marginalidade? Da violência? Ou simplesmente fez um filme pra colocar gente doida, sexo desgovernado e neurótico e matanças infinitas? Como posso dizer? É uma loucuuuraaa!
Só uma coisa me encucou o filme inteiro: quem era e de onde eu conhecia o ator principal, que fazia o Alex. Entrei na internet e na hora percebi. É o ator Malcolm McDowell que faz o Mr. Linderman em Heroes. :O Legal né? Mas tenho que falar, o cara é um ator de primeira. O filme posso não ter gostado tanto, mas que a atuação foi ótima, ahh isso foi. Dá até vontade de virar ator só pra fazer umas cenas assim.

Um comentário:

Arroiz disse...

Culpe o autor (Anthony Burguess) e não o Stanley. O principal foco da história, e é o que nem todos conseguem perceber, é o Estado totalitário que vai se formando no "lugar", que é onde se passa a história. A diferença é que a história se passa do ponto de vista do Alex, e o quê esse Estado fez para ele. É um filmão. Assista outros do Kubrick (O iluminado, Lolita (o primeiro em preto-e-branco), Nascidos para matar (sobre o vietnã - é muito bom))

 
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